quarta-feira, 17 de abril de 2013

Declaração de Independência - Israel 65 anos


No dia 16 de abril de 2013, o Estado de Israel comemorou seu 65º aniversário. Vale a pena relembrar trechos de sua Declaração de Independência, que desde 1948 norteia os rumos do país

Por Renato Aizenman - Israel na Web - http://www.beth-shalom.com.br

No dia 16 de abril de 2013, o Estado de Israel comemorou seu 65º aniversário. Vale a pena relembrar trechos de sua Declaração de Independência, que desde 1948 norteia os rumos do país:
"A TERRA DE ISRAEL foi o lugar onde nasceu o povo judeu. Aqui sua identidade espiritual, religiosa e nacional foi formada. Aqui eles conquistaram independência e criaram uma cultura de significado nacional e universal. Aqui eles escreveram a Bíblia e a deram ao mundo." 
"Impulsionados por este vínculo histórico, os judeus lutaram através dos séculos para voltar à terra de seus antepassados e recuperar seu país."
"Nas últimas décadas, eles voltaram em massas. Recuperaram o deserto, reviveram sua língua, construíram cidades e aldeias e estabeleceram uma comunidade vigorosa e crescente, com vida própria econômica e cultural.Eles buscaram a paz, mas sempre estiveram preparados para se defender."
"Em meio a uma brutal agressão, instamos aos habitantes árabes do Estado de Israel para que retornem aos caminhos da paz e façam sua parte no desenvolvimento do país, com total e igual cidadania e a devida representações em seus órgãos e instituições."
"Oferecemos paz e boa-vizinhança a todos os Estados vizinhos e seus povos, e os convidamos a cooperar com a nação independente hebraica para o bem comum de todos."
"O ESTADO DE ISRAEL será aberto à imigração de judeus de todos os países de sua dispersão; promoverá o desenvolvimento do país em benefício de todos os seus habitantes; será baseado nos preceitos de liberdade, justiça e paz ensinados pelos profetas hebreus."
"Defenderá total igualdade social e política para todos os seus cidadãos, sem distinção de raça, credo ou sexo; garantirá total liberdade de consciência, culto, educação e cultura; protegerá a santidade e inviolabilidade dos templos e lugares sagrados de todas as religiões."
"Este reconhecimento, pelas Nações Unidas do direito do povo judeu a estabelecer seu Estado independente, não pode ser revogado. Ele é um direito auto-evidente do povo judeu de ser uma nação como todas as outras nações, em seu próprio Estado soberano."
"Nosso chamado vai ao povo judeu em todo o mundo, para que se junte a nós na tarefa de imigração e desenvolvimento e fique ao nosso lado na grande luta para o cumprimento do sonho de gerações – a redenção de ISRAEL."

Veja Também:  A História da Terra Santa, Israel continua um milagre  e A fidelidade eterna de Deus com Israel

domingo, 31 de março de 2013

CONTRAREVOLUÇÃO DE 31 DE MARÇO DE 1964






A Nação Brasileira Precisa Despertar! Este artigo é dedicado àqueles que não viveram antes e por esta razão desconhecem as causas que deram origem a Contrarrevolução de 1964. “Naquela época a nossa mídia era dotada de um alto grau de independência e de nacionalismo e o seu patriotismo era genuíno e consciente. Hoje, vendida e venal” (Jornal Inconfidência).Qual a razão do Partido dos Trabalhadores está agitando uma Nação que foi pacificada pela Lei de Anistia? Trata-se de irresponsabilidade, revanchismo, ou de  uma quarta tentativa de implantação do comunismo entre nós?Desde que o comunismo passou a influir na política brasileira a partir de 1922, com o objetivo de implantar a ditadura do proletariado em nossa Pátria, foram três as tentativas de tomada do poder: - em 1935 por intermédio da Intentona Comunista; em 1964 com os comunistas alinhando-se a uma parcela da burguesia; e, posteriormente, por meio da violência revolucionária, quando a tônica foi o emprego da luta armada com atentados seletivos ou não, seqüestros de diplomatas estrangeiros, assaltos a bancos, a hospitais,  roubos de carros, sequestros  de aviões e, por fim, para sobreviverem, até ônibus foram assaltados. Para tanto, mataram trabalhadores e outros cidadãos, sem piedade, durante sua ações e em muitos casos também assassinaram reféns e justiçaram companheiros por ousarem discordar, em algum momento, do grupo. Os exemplos são vários e conhecidos. Só os ignoram os interessados em nega-los.

O governo Contrarrevolucionário, buscando pacificar a Nação lhes outorgou em 1979 uma Anistia Ampla, Geral e Irrestrita, portanto muito além do que reivindicavam.  Mas os comunistas desconhecem o que seja viver em paz e o que seja respeitar o direito do contraditório e, embora preguem a democracia, desconhecem o real significado da palavra. Aliás, como desconhecem quase tudo o que alardeiam.  Tendo o PT – partido que abriga quase a totalidade das organizações de esquerda existentes no Brasil e que se  dizia à prova da corrupção  e que no partido não deixava ninguém roubar - alcançando o governo por meio de um processo eleitoral legítimo, em muito pouco tempo, deu início a nova tentativa de implantação de uma ditadura de esquerda, agora por ação direta do ex-Ministro Chefe da Casa Civil que passou por intermédio da corrupção a comprar a consciência de várias autoridades nos diversos setores da vida pública e privada do nosso país. Os órgãos de imprensa escrita, falada e televisada,  a partir do  mês de maio de 2005, confirmam esta assertiva. E a busca desta compra de consciência tinha e continua tendo um único objetivo: fortalecer o PT e o governo  para que este possa, a sua maneira, implantar o partido único entre nós.

 E que maneira é esta? Entorpecendo o povo brasileiro com o canto das sereias e, em particular, os menos favorecidos dando-lhes o vale-alimentação, vale-escola e outros favores, ou seja, oferecendo aos pobres o peixe sem ensinar-lhes a pescar. Por outro lado, uma grande parte das autoridades constituídas e outros setores das elites brasileiras estão corrompidos e fingem estar sofrendo de amnésia por também terem sido compradas pelo vale-esquecimento recheados de favores para si e seus dependentes.

E assim, o Partido dos Trabalhadores vem destruindo o que ainda resta de altivez na nação brasileira e em seus filhos. Na contra-mão de tudo o que sempre  pregaram e/ou condenaram somos obrigados a conviver com a tragédia nacional da criminalidade e insegurança, da deseducação e da falta de estrutura do Sistema de Saúde entre tantos, e, em breve, muito breve, da fome – de todos bebendo da mesma água no mesmo poço. Então, do caos se erguerá a nova ordem imposta pelo “pt” que será único.

E a oposição está e permanecerá muda, insana. Até  quando? Mas afinal, que oposição? Quem é esta oposição que não mostra a cara? Será que existe uma? Ou será que ela está escondida? Está escondida sim! Encobre o rosto, podendo ter o pescoço puxado a qualquer momento sempre que o “governo”, ou melhor, os “interessados” precisarem, pois  a grande maioria também está com as mãos sujas.  A que ponto chegamos!
E o “pt” que “sempre” foi tão avesso ao “pacto da mediocridade”, ao “populismo”, ao “maniqueísmo”, ao “toma-lá-dá-cá”. Bem, tudo isto é História! Palavreado! Decoreba!

Os militares, dentre os quais me incluo, sempre entenderam a importância do respeito ao princípio da hierarquia e aprenderam que o comandante ou chefe é responsável por tudo que acontece ou deixe de acontecer sob seu comando. Aprenderam muito mais e, principalmente, que cabe ao comandante ou chefe defender seus subordinados e os interesses da unidade ou grande unidade que comanda. Este, o motivo da atual decepção de muitos militares e, também de civis, ao verem o Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra sendo processado injustamente por um grupo de comprovados ex-terroristas, por desempenhar missão constitucional imposta pelos seus comandantes da época e o descaso total da Força, pelo menos até hoje, insistindo em lavar suas mãos. Ficaram decepcionados ao tomarem conhecimento pela imprensa da intenção do governo em repassar verba para uma ONG( órgão de fachada do PC do B), para que esta construa um memorial na cidade de Xambioá em homenagem aos guerrilheiros do Araguaia que pegaram em armas contra o regime estabelecido (e que ainda continua sendo o mesmo), com o dinheiro do contribuinte, enquanto a Força também lava suas mãos. Trata-se, esta e outras que estão ocorrendo,  sem sombra de dúvidas, de homenagens inoportunas e descabidas. Nos fazem lembrar “Sucupira”, espaço ficcional de obra de Dias Gomes. Lá tudo era verossímil, possível e compreensível. Ora, são pessoas que pegaram em armas por opção, mataram vários militares e civis que agiam no cumprimento do dever e hoje vivem se auto - endeusando com o apoio do governo e de uma parte da mídia infiltrada ou que se vende ao vil Metal.

 Então pergunta - se: que exemplo os Comandantes estão dando aos seus subordinados, senão o de que o militar não deve cumprir ordens superiores, mesmo que para defender sua pátria de agressões internas ou externas, porque estará correndo o risco de ser um possível e novo Coronel Ustra, entregue aos revanchistas por quem cabe por direito e obrigação defendê-lo? É o incentivo ao descumprimento de ordens superiores. É o incentivo ao crime militar. Que decepção! Ainda bem que os homens passam e o Exército Brasileiro vai permanecer, embora o atual governo esteja fazendo de tudo para transformá-lo em guarda nacional. Tudo isto é, no mínimo, paradoxal.   

Entendo que nós, verdadeiramente democratas, civis e militares patriotas, já não podemos continuar apenas trocando e-mail.Temos que comparecer diante de nossos representantes, estejam eles na Caserna, no Congresso, na Justiça e em outros setores e exigirmos posicionamentos claros e precisos. Não se trata de fazer nenhuma revolução. Trata-se, isto sim, de mostrarmos aos nossos representantes(militares e civis) que eles estão nos cargos para, por intermédio de palavras e ações, defenderem as Forças Armadas, defenderem o Congresso Nacional, a Justiça e a Nação, nunca interesses particulares como vem ocorrendo no atual momento político brasileiro. E vejam bem. Não confundamos patriotismo com militarismo ou com torcida da Seleção Brasileira em Copa do Mundo. Escrevo para aqueles que são patriotas em qualquer situação e a qualquer preço.

Em verdade, os terroristas e guerrilheiros de ontem estão criando uma nova Memória Nacional que está sendo apresentada  para os mais jovens e que talvez venha prevalecer em lugar da verdadeira que está praticamente esquecida.

Ou vamos agir como cidadãos, ainda mais presentes, no que diz respeito às causas da democracia, diferentemente do que temos feito até agora, ou seremos queimados na fogueira  da nossa vergonhosa apatia e silêncio que só é quebrado por intermédio de e-mail. Está na hora de ultrapassarmos este estágio.

Finalmente deixo algumas questões para reflexão:
-Quando alguém declara que não foi preciso estudar para tornar-se Presidente da República, que argumentos estamos utilizando hoje para  estimularmos nossos jovens a estudar?
- Se um militar é acusado, julgado, execrado por ter cumprido ordens superiores, cumprido com o seu dever, colocado a sua vida a serviço da Pátria, sem ser agora defendido por quem deveria fazê-lo,  como manter a ordem e a disciplina na tropa se necessário?
- Se o militar sabe hoje, por exemplo superior, que estará sozinho se tiver que responder criminalmente por atos de serviço, no cumprimento do dever, quando necessário o que será que vai acontecer? Não temos dúvidas que tudo isto é um desestímulo ao cumprimento de ordens. É este o plano do governo? O caos? A falência total das instituições, a quebra da disciplina?
- Quando um ex-terrorista,  ex-assaltante político e portanto ex-criminoso  de ontem, por força de uma Anistia que lhe foi concedida  torna-se autoridade governamental e recebe majestosas quantias de indenização( dinheiro do contribuinte já tão esquecido e enfraquecido)  por alegar ter sofrido pretensa tortura, maus tratos e etc, pergunta-se:
- Quem o obrigou a ser terrorista? Quem obriga quem a ser marginal?
- Em que lugar do planeta Terra se trata ex-terrorista a pão-de-ló, exceto atualmente  no Brasil?
- Se os terroristas de ontem tinham uma causa que julgavam justa, as Forças Armadas tinham uma que considera-se NOBRE, ou seja, a defesa, a qualquer preço, da Pátria, das Instituições, da Liberdade, da ordem. Seus representantes não estavam lá por opção; estavam cumprindo seu dever, oferecendo-se em sacrifício para que a ORDEM vigente fosse preservada.

Já refletiram sobre o fato de que a moda está pegando?
Neste momento, criminosos que estão enjaulados nas Penitenciárias de Segurança Máxima não são inimigos ideológicos, mas são inimigos, sociais e públicos da Nação. Se, de repente, os “ventos” mudarem poderão virar heróis, ministros, mártires e milionários porque, certamente, o Estado pagar-lhes-á polpudas indenizações por suas “perdas”.

Qual é a diferença?
Quais os valores que às famílias dos militares, dos policiais militares,  policiais civis e simplesmente civis mortos  em atentados ideológicos realizados por estes que hoje se dizem inocentes receberam de indenizações até hoje do Estado? Esta é uma pergunta que não quer calar. Que Estado é este?

A CONTRARREVOLUÇÃO DE 1964, jamais será esquecida pois como declarou o Presidente Castello Branco em seu discurso de 21/04/1964, ela não se fêz para manter privilégios de quem quer que seja, mas para em nome do povo, e em seu favor, democratizar os benefícios do desenvolvimento e da civilização.


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A educação brasileira no banco dos réus


Por Marcio Estanqueiro


 
Semana passada, as instituições de ensino de nosso país voltaram a funcionar. As ruas, o trânsito, o comércio de livros, ônibus escolares, e tudo mais que envolve a atividade educacional do país deram início a um novo ciclo rotineiro, tendo como objetivo básico a retomada do conhecimento.

É muito importante que tenhamos consciência que um país desenvolvido requer uma educação excelente, e que valores como: moral, ética, consciência cívica e responsabilidade, são pilares básicos para uma sociedade alcançar o progresso e conseguir uma ótima colocação aos seus cidadãos, gerando profissionais capacitados e impulsionando a nação cada vez mais.

A Educação brasileira, assim como a de qualquer outro país, tem suas características. Na Europa por exemplo existe o que eles chamam de “Cidadania Responsável”, que significa dizer, assumir responsabilidades em relação à comunidade, incentivar programas destinados à defesa do meio ambiente e do património histórico-cultural, aprofundar o relacionamento com Instituições de Ensino e outras, promovendo o intercâmbio Sociedade/Empresa, e também recusar a discriminação em função do sexo, raça, cor, religião ou convicções políticas. Na Alemanha, Países Baixos e Reino Unido o significado dessa mesma cidadania é chamado de “direitos e deveres cívicos”. A preocupação do Estado com o papel desempenhado pela Educação na formação da sociedade na Europa, é de fundamental importância.

A Educação no Brasil vai mal

Em nosso país a Educação está sofrendo um declínio em termos de qualidade. Segundo dados do INEP (Sistema de Avaliação da Educação Básica) e do Ministério da Educação e Cultura o diagnóstico sobre o desempenho escolar do ensino fundamental, assim como do ensino superior respectivamente apontam dados alarmantes. O ranking das piores faculdades brasileiras é um sintoma claro que as coisas não vão bem. A maioria das faculdades não conseguiram sequer obter nota 3 em sua avaliação. Observamos que em outros países, existe um esforço consciente de que é preciso fazer alguma coisa, para que os alunos alcancem uma formação competitiva , e um desempenho cada vez melhor.

No estado da Carolina do Norte (EUA) professores do Cochrane Collegiate, implementaram um método para ajudarem os alunos com baixo desenvolvimento a superarem suas deficiências. O método chamado como as “10 Dicas para envolver alunos com baixo desempenho” mostra a preocupação que deve existir pelo Estado, para que estudantes universitários possam adquirir a competência necessária no papel de suas funções futuramente. Uma nova fórmula pedagógica para incentivar atitudes críticas dos alunos e forçar um aprendizado melhor.

Dizer que nós brasileiros não temos consciência desse fato é mentira, porém o resultado que damos para essa análise é simplesmente pior do que a contestação da mesma. A atitude que tomamos ao implantar o Sistema de Cotas nas Universidades Públicas e escolas técnicas, onde 50% é reservado para negros, pardos e indígenas ao invés de ser um avanço, discrimina e nivela os mesmos a uma formação de baixo nível. Outra atitude que enxergamos como deficiente na análise de nossa educação, é culparmos o sistema econômico como sendo o vilão na história. Por que achamos que a culpa é sempre do Capitalismo?

Atribuir o desempenho da educação brasileira pela venda do conhecimento através de instituições privadas, culpando os empreendedores do ensino, e o lucro advindo de suas atividades, é no mínimo uma visão totalmente distorcida da realidade. Podemos ter ótimas faculdades particulares que forneçam o preparo excelente para seus alunos que estão ali estritamente para aprender. A falácia do “pagou passou” é desenvolvida com único objetivo de desvalorizar o corpo docente dessas instituições e com isso generalizar aquelas que ainda querem fazer do conhecimento uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento intelectual do cidadão.

O ensino familiar

Não é de se estranhar que muitos pais, famílias, estão cada vez mais aderindo a idéia de ensinarem seus filhos em casa, embora essa idéia seja uma “aberração” para o Estado, pois prefere que ele seja o próprio gestor na educação familiar, com seus projetos anti-éticos, imorais, como kit-gay, anti-família e anti-vida, rompendo todos costumes tradicionais de nossa cultura cristã, apesar de uma parcela da sociedade achar ainda que o melhor é não se responsabilizar pela educação de seus filhos, pois preferem que os professores, as instituições de ensino, garantam a formação dos mesmos.

A exigência da sociedade dos tempos modernos, é que precisamos acompanhar o ritmo alucinado das grandes conquistas em termos comerciais, como o lançamento cada vez mais veloz dos Notebooks, Ipads, Iphones, etc. porém o debate crítico que deveria ser o foco na formação profissional, esvazia-se na figura patética que o professor exerce em sala de aula. Por um lado cobrado pela instituição que seu “cliente = aluno” seja paparicado, e por outro que obtenha um resultado restrito, capaz apenas de atender a demanda a qual ele se propôs em aprender, o professor tornou-se uma figura descartável. A visão crítica de sua profissão e de como a exercerá, passa longe de sua expectativa. Dessa forma o professor desestimulado não pode responder mais pelo desempenho de seu aluno no mercado de trabalho. Estamos educando mal!

Se analisarmos as instituições públicas que necessariamente deveriam ter um ensino melhor, pois não existe a máxima do “pagou passou”, seus professores cumprem uma agenda totalmente anti-ética e inconstitucional. A queda no ensino ainda tem outros agravantes além desses que nos referimos. Havendo espaço, o Estado traz o “políticamente correto” para dentro das salas de aula,  desprezando o que está no texto Constitucional em seu art.206 onde diz que a liberdade de ensinar está a liberdade de aprender.

Assim temos escrito nesse mesmo artigo, o seguinte:

1. O professor não abusará da inexperiência, da falta de conhecimento ou da imaturidade dos alunos, com o objetivo de cooptá-los para esta ou aquela corrente político-partidária, nem adotará livros didáticos que tenham esse objetivo. 

2. O professor não favorecerá nem prejudicará os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, religiosas, ou da falta delas. 

3. O professor não fará propaganda político-partidária em sala de aula nem incitará seus alunos a participar de manifestações, atos públicos e passeatas. 

4. Ao tratar de questões políticas, sócio-culturais e econômicas, o professor apresentará aos alunos, de forma justa – isto é, com a mesma profundidade e seriedade –, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito. 

5. O professor não criará em sala de aula uma atmosfera de intimidação, ostensiva ou sutil, capaz de desencorajar a manifestação de pontos de vista discordantes dos seus, nem permitirá que tal atmosfera seja criada pela ação de alunos sectários ou de outros professores.

Seria a educação brasileira uma utopia?

O reducionismo pedagógico foi o grande legado que Paulo Freire, patrono da Educação Nacional deixou para a nação. Juntando-se a ele temos o “construtivismo pós-piagetiano”, que inspirou o “preconceito linguístico”, que vilipendia a norma culta do idioma; a “geografia crítica”, que mistura bairrismo com economia marxista; a história em ação, que eterniza o presente; a matemática étnica, que cria analfabetos em tabuada. Paulo Freire relativizou o conhecimento, anulou a autoridade do professor e, sobretudo, assassinou o mérito – inviabilizando a possibilidade de educação. Em outras palavras a contribuição que o patrono de nossa Educação deixou, na verdade trouxe resultados aquém do que esperávamos como nação, os quais eram de fundamental importância para sairmos do atraso educacional em que vivíamos e que ainda hoje permanece.

Qual o caminho da Educação Brasileira?

Existem alguns “mantras” do “politicamente correto” que infelizmente são disseminados pela mídia e aceitos pelos analfabetos funcionais que por formação filtram pouco do que é realidade, e do que é verdade. Esse fato vem contribuir pelo pouco discernimento de como as coisas acontecem no pais. Esse seria o discurso do lucro fácil, sendo a causa de todos os dissabores da economia, assim como da educação. Como diz Carlos Alvarez Teijeiro, doutor em Comunicação Pública pela Universidade de Navarra, o lucro obtido pelas grandes empresas jornalísticas, e que deveria ser aceito pela sociedade, seria o lucro saudável, pois essa seria a forma das empresas promoverem uma vida cidadã como parte da responsabilidade social de uma empresa que ocupa um lugar privilegiado no espaço público, como devem ser os meios de comunicação.
 
O “Civic Journalism” – Jornalismo Cívico, é polêmico até entre os próprios jornalistas. Segundo Teijeiro a grande encruzilhada é tirar do caminho a má notícia e o denuncismo para abrir a passagem para textos mais críticos, onde possa ser difundido o pluralismo de idéias e o interesse democrático. "O Jornalismo Público não pretende fazer com que os cidadãos tomem partido, mas que a vida democrática interesse aos cidadãos. Uma democracia em que os cidadãos participem ativamente é uma democracia com mais qualidade do que aquela em que os cidadãos se limitam a votar a cada quatro anos".

Que rumo queremos para nossos jovens, e para sua formação?

Em primeiro lugar é necessário dizer que, a visão crítica que deve ser feita sobre o lucro dos empreendedores em instituições particulares de ensino faz parte natural da Economia de Mercado, porém o que deve ser exigido, é que a exigência dos estudantes seja compatível com um mercado de profissionais cada vez mais qualificado. Essa deve ser a exigência. Dessa forma o professor se sentirá seguro para ensinar e não somente formar alguém que tenha interesse apenas no diploma. O raciocínio está trocado, o mercado não pode exigir apenas profissionais que tenha um “canudo”, eles devem ser exigentes com a formação profissional do aluno, estimulando assim uma concorrência cada vez maior e exigindo um esforço proporcional do aluno ao aprendizado.

Em segundo lugar o Estado deveria fomentar o debate construtivo de idéias, o debate democrático, onde os alunos como cidadãos críticos pudessem obter informações de um Jornalismo saudável sem interesses políticos. O Jornalismo Público preencheria essa demanda e traria à mídia um compromisso maior com as causas públicas. A falta dessas, é uma das explicações pelas quais os jornais estão em crise no mundo, por conta de um distanciamento do interesse das comunidades.

Em terceiro lugar, talvez o mais difícil, seria a volta do que poderíamos chamar do tradicionalismo familiar na educação, onde a família seria a peça fundamental no aprendizado do aluno-cidadão, onde o mesmo, educado por uma família saudável, teria respaldo dentro da sala de aula, onde sua visão diferenciada, e  comportamento respeitoso, ajudasse o professor em seu ofício de transmissor de conhecimentos. No mundo em que estamos vivendo atualmente, isso é quase impossível. O tradicional, o conservador, é considerado ultrapassado, e o mundo caminha para uma situação totalmente desastrosa, tendo como parâmetros a ausência de fatores básicos. Sua economia, política, família, tem fundamentos podres, ultrapassados, levando não só seus cidadãos, estudantes e toda a sociedade a um futuro sombrio. A nós que ainda nos resta uma visão contrária, possamos influenciar o sistema como forma de agir, de pensar, de expressar e de falar nossas idéias. 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A falácia do polilogismo

Por Rodrigo Constantino





"A humanidade precisa, antes de tudo, se libertar da submissão a slogans absurdos e voltar a confiar na sensatez da razão." (Mises) 
  

Em 1944, o economista Ludwig von Mises escreveu Omnipotent Government, onde explica o crescimento da idolatria ao Estado que levou ao nazismo na Alemanha, fomentando um ambiente de guerras ininterruptas. Em uma parte do livro, Mises explica uma das coisas que os nazistas pegaram emprestado do marxismo: o polilogismo. Até a metade do século XIX, ninguém contestava o fato de que a estrutura lógica da mente é comum a todos os seres humanos. "Todas as inter-relações humanas são baseadas na premissa de uma estrutura lógica uniforme", diz Mises. Podemos nos comunicar justamente porque apelamos a algo comum a todos, a estrutura lógica da razão.

Claro que alguns homens podem pensar de forma mais profunda e refinada que outros, assim como algumas pessoas não conseguem compreender um processo de inferência em longas cadeias de pensamento dedutivo. Mas isso não nega a estrutura lógica uniforme. Mises cita como exemplo alguém que pode contar apenas até três, lembrando que mesmo assim sua contagem, até seu limite, não difere daquela feita por Gauss ou Laplace. É justamente porque todos consideram este fato inquestionável que os homens entram em discussões, trocam idéias ou escrevem livros. Seria simplesmente impossível uma cooperação intelectual entre os indivíduos sem isso. Os homens tentam provar ou refutar argumentos porque compreendem que as pessoas utilizam a mesma estrutura lógica. Qualquer povo existente reconhece a diferença entre afirmação e negação, pode entender que A não pode ser, ao mesmo tempo, o contrário de A.

No entanto, apesar desse fato ser bastante evidente, ele foi contestado por Marx e pelos marxistas, entre eles o "filósofo proletário" Dietzgen. Para eles, o pensamento é determinado pela classe social da pessoa, e o pensamento não produz verdades, mas ideologias. Para os marxistas, os pensamentos não passam de um disfarce para os interesses egoístas da classe social a qual esse pensador pertence. Nesse contexto, seria inútil discutir qualquer coisa com pessoas de outra classe social. O que se segue disso é que as "ideologias não precisam ser refutadas por meio do raciocínio discursivo; elas devem ser desmascaradas através da denúncia da posição da classe, a origem social de seus autores". Se uma teoria científica é revelada por um burguês, o marxista não precisa atacar seus méritos. Basta ele denunciar a origem burguesa do cientista.

O motivo pelo qual os marxistas buscaram refúgio no polilogismo pode ser encontrado na incapacidade de refutação por métodos lógicos das teorias econômicas "burguesas". Quando o próprio Mises demonstrou que o socialismo seria impraticável pela impossibilidade de cálculo econômico racional, os marxistas não apontaram qualquer erro em sua análise lógica. Preferiram apelar para o estratagema do polilogismo, fugindo do debate com a desculpa de que sua teoria era uma defesa dos interesses de classe. O sucesso dessa tática marxista foi incrível, sem precedentes. Foi usado como "prova" contra qualquer crítica racional feita ao marxismo e sua pseudo-economia. Isso permitiu um crescimento assustador do estatismo moderno.

Conforme Mises lembra, "o polilogismo é tão intrinsecamente sem sentido que ele não pode ser levado consistentemente à suas últimas conseqüências lógicas". Nenhum marxista foi corajoso o suficiente para tentar fazer isso. Afinal, o princípio do polilogismo levaria à inferência de que os ensinamentos marxistas não são objetivamente verdadeiros, mas apenas afirmações "ideológicas". Os marxistas negam essa conclusão lógica de sua própria postura epistemológica. Para eles, sua doutrina é a verdade absoluta. São completamente inconsistentes. O próprio Marx não era da classe dos proletários. Mas para os marxistas, alguns intelectuais conseguem se colocar acima desse paradoxo. Os marxistas, claro. Não é possível refutar isso, pois se alguém discorda, apenas prova que não faz parte dessa elite especial, capaz de superar os interesses de classe e enxergar além.

Os nacionalistas alemães tiveram que enfrentar o mesmo tipo de problema dos marxistas. Eles não eram capazes de demonstrar suas declarações ou refutar as teorias econômicas contrárias. "Logo", explica Mises, "eles buscaram abrigo sob o telhado do polilogismo, preparado para eles pelos marxistas". Algumas mudanças foram necessárias para a adaptação, mas a essência é a mesma. Basta trocar classe por nação ou raça, e pronto. Cada nação ou raça possui uma estrutura lógica própria e, portanto, sua própria economia, matemática ou física. Pela ótica marxista, pensadores como Ricardo, Freud, Bergson e Einstein estavam errados porque eram burgueses; pela ótica nazista, eles estavam errados porque eram judeus. O coletivismo, seja de classe ou raça, anula o indivíduo e sua lógica universal.

Tanto o polilogismo marxista como o nacional-socialista se limitaram à afirmação de que a estrutura lógica da mente é diferente para as várias classes ou raças. Nenhum deles tentou elaborar melhor isso, tampouco demonstrar como exatamente ocorria tal diferença. Nunca entraram nos detalhes, preferindo, ao contrário, concentrar o foco na conclusão. No fundo, o polilogismo tem todas as características de um dogma. Se há divergência de opinião dentro da própria classe ou raça, ele adota um mecanismo peculiar para resolver a questão: os oponentes são simplesmente tratados como traidores. Para os marxistas e nazistas, existem apenas dois grupos de adversários: aqueles errados porque não pertencem à mesma classe ou raça, e aqueles oponentes da mesma classe ou raça que são traidores. Com isso, eles ignoram o incômodo fato de que há dissensão entre os membros da sua própria classe ou raça.

Deixo os comentários finais com o próprio Mises: "O polilogismo não é uma filosofia ou uma teoria epistemológica. Ele é uma atitude de fanáticos limitados, que não conseguem imaginar que alguém pode ser mais razoável ou inteligente que eles mesmos. O polilogismo também não é científico. Ele é a substituição da razão e da ciência por superstições. Ele é a mentalidade característica de uma era do caos".